A chegada do inverno e de temperaturas mais baixas, em geral, demanda uma reorganização no guarda-roupas. Embora eu saiba que quase todos nós ficaríamos deliciados com um closet espaçoso e confortável para comportar todas as nossas indulgências indumentárias, essa não é uma realidade para a grande maioria. Na ausência dessa desejada amplitude métrica, a solução é fazer uso da organização e planejar a utilização dos armários conforme as estações se sucedem.

Sem sombra de dúvidas, algumas vezes essa alternância de estações dura muito pouco. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, eu me recordo de alguns invernos que duraram aproximadamente 14 minutos, para meu profundo desgosto. Ainda assim, se as roupas de inverno não estivessem prontas para uso e acessíveis, eu provavelmente teria perdido a oportunidade de usar meus cachecóis e botas por esses esperados 14 minutos. Visto que, na minha opinião, o inverno é a estação mais elegante e charmosa do ano, essa seria uma perda e tanto.

Na transição das estações primavera/verão para outono/inverno, a nossa vestimenta e os nossos acessórios mudam o bastante para justificar o revezamento nos locais de armazenamento. Dessa forma, os espaços mais nobres devem ser reservados para as peças usadas com mais frequência, enquanto as peças usadas com menos frequência passam a residir em um mais modesto segundo plano.

 

Os motivos

Por que devemos fazer essa reorganização?

Essa preparação é necessária porque, para início de conversa, roupas de tecido mais encorpado possuem a tendência de acumular mais ácaros quando guardadas por longo tempo. Ainda que a sua conservação tenha sido cuidadosa, a volta ao uso deve ser precedida de uma higienização adequada, para evitar as irritantes alergias respiratórias que nos atacam no inverno.

Outro motivo que nos incentiva a fazer essas adequações é  facilitar o acesso às peças que serão mais utilizadas durante aquela estação específica. Afinal, deixar à mão biquínis e cangas quando tudo o que se quer encontrar são os casacos de lã que estão na prateleira superior do armário, só alcançáveis com uma escada, não é um plano apropriado.

 

O passo a passo

Como fazemos essa reestruturação?

O passo inicial de qualquer organização sempre será o mesmo: reavaliar a serventia de todos os itens a serem organizados. Portanto, antes mesmo de definirmos a setorização do espaço, precisamos saber se as roupas e acessórios que utilizamos um ano atrás ainda nos representa. Nesse momento, qualquer peça descartada por desgaste ou por já não atenderem ao nosso gosto pessoal podem fazer a felicidade de pessoas necessitadas. O descarte antecipado de roupas de frio ajuda um número muito maior de pessoas do que fazer o descarte ao término da estação. Lembre-se disso.

Após o descarte, as peças remanescentes devem ser higienizadas. Algumas das peças exigem lavagem (como edredons e roupas de lã), outras apenas limpeza externa com pano umedecido em solução de água e vinagre branco (como couros e camurças) e algumas outras precisam apenas de algumas horas de sol em local arejado. Essa preparação para o uso evita as temidas crises alérgicas, tão comuns nas estações mais frias.

Uma vez que as peças estão selecionadas e higienizadas, o passo seguinte é abrir espaço para os novos itens. Para tal, camisetas de alcinha, biquínis e sandálias rasteirinhas podem sair de cena temporariamente. Não sofra por causa deles. Nenhum deles irá muito longe e retornarão ao seu lugar em pouco tempo.

Com tudo em seus devidos lugares, podemos então fazer uso de cada cachecol ou casaco especial que aguardamos ansiosamente pela oportunidade de desfilar por aí, aquecidos e charmosos, na melhor estação do ano. Eu, pelo menos acredito nisso. Considero que o fato de eu ter nascido em uma cidade onde faz calor 95% do tempo,  foi uma óbvia falha de programação na logística reencarnatória.

 

Acabou o frio. E agora?

Ao término do frio, como proceder?

Para que as roupas de frio sejam armazenadas de forma correta e estejam perfeitamente preservadas para a próxima utilização, alguns cuidados são necessários. O primeiro deles é fundamental: checar se cada peça encontra-se perfeitamente limpa e livre de umidade. Essa é a prevenção número um para evitar manchas amareladas e o desenvolvimento de mofo e ácaros.

Os produtos organizadores usados também são um fator diferencial nessa manutenção. Para tecidos encorpados que ficarão longo tempo sem uso, recomendo fortemente sacos à vácuo para o seu armazenamento. Além de reduzirem em até 75% o volume das peças, restringe ao mínimo possível o contato com o ar, o que previne o desenvolvimento de diversos organismos causadores de prejuízos aos tecidos e à nossa saúde.

Outra possibilidade é utilizar packs de TNT, como o da foto, para que as roupas possam ser identificadas rapidamente através do visor plástico, mas ao mesmo tempo possam “respirar”. Pelo contrário, guardar peças de roupa, por longo período, confinadas em sacos plásticos, é a forma de armazenamento mais nociva para elas.

Vestimentas devidamente embaladas, vamos procurar o local ideal para elas “morarem” até serem necessárias novamente. Por exemplo, boas opções são as prateleiras mais altas ou as mais baixas, sobre o armário ou sob a cama. É claro que cada espaço vai ter suas opções de armazenamento, mas o mais importante é que elas estejam bem acondicionadas para estarem protegidas e que não ocupem espaços nobres para tal.

O que você está esperando? Já já o friozinho estará batendo à nossa porta. Prepare-se para ele e não se esqueça de doar as peças que não lhe servem mais para aqueles que precisam muito de um calorzinho e aconchego.

Doe. Roupa no cabide não aquece.

#MônicaCamargo

Mulher, agitada, "quase" perfeccionista, dona de um estilo eclético e interesse nas mais diversas áreas. Depois que eu me espalho, só a organização me junta!

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