Nem sempre o gosto pela organização ou o reconhecimento dos seus benefícios nasce com as pessoas. Boa parte das vezes ela entra nas nossas vidas de forma sutil ou é imposta a nós por pura necessidade.

As formas sutis são quando vemos um cômodo, um armário ou uma simples gaveta transformados pela organização e imaginamos como seria ter essa mesma visibilidade e facilidade de acesso propagadas por outras áreas ou espaços da nossa vida.

Ela é imposta a nós quando a sua ausência causa um desequilíbrio tão grande que nos afeta no aspecto estratégico, físico e mental. Nesse último caso, o equilíbrio só pode ser recuperado através da ordenação de pensamentos, hábitos e, como não poderia deixar de ser, também de objetos.

Hoje vamos tratar sobre algumas dicas para recuperarmos o controle da nossa vida quando começamos a ter aquela sensação de que ela não nos pertence mais. Quando sentimos que dia após dia é uma grande sucessão de “tem que”. Quando todas as nossas horas são consumidas por uma infinidade de coisas que temos que fazer, enquanto tudo o que realmente gostaríamos de fazer vai sendo empurrado para aquele espaço distante e imaginário do “quando eu tiver tempo”.

Dica 1: Dizer “Não”

Parece simples, não é? Na prática, é um pouco mais complicado. Veja se alguma dessas frases lhe parece familiar: “O pessoal do escritório me chamou para um chopp e eu tive que ir, mas tudo o que eu queria era ir para casa, ler um bom livro e dormir cedo.”, “Eu queria caminhar pela praia nesse sábado, tomar uma água de côco e pegar um cineminha, mas tenho que ir a um churrasco de um primo da minha mãe, que eu nem conheço.”, “O dia está lindo e as crianças loucas para saírem para brincar, mas eu tenho que preparar o almoço.”.

Se você se identificou com alguma dessas frases ou a sua cabeça começou a identificar outras bem semelhantes que você já disse um dia, você é alguém que se beneficiaria em exercitar um pouco mais o “não”. Longe de mim querer sugerir que você se torne um pária social ou que abdique de participar de qualquer evento familiar que não pareça relevante. De forma alguma. Precisamos fazer concessões por aqueles que fazem parte do nosso círculo íntimo, sem dúvida. Ainda assim, precisamos criar um espaço para as nossas vontades e nossos prazeres.

Não é possível estar presente a todos os eventos, aceitar todos os convites e ainda ter tempo para si mesmo. Acredite, nada de irrecuperável acontecerá se você faltar a alguns eventos ou seus filhos almoçarem um macarrãozinho rápido depois de passarem a manhã brincando com você. Alguns momentos de autoindulgência são quase obrigatórios para nossa saúde mental. Permita-se.

Dica 2: Faça listas

Escolha: caderno, agenda ou aplicativo

Nada pior do que aquela sensação de que você tem milhões de coisas para fazer e tem certeza de que vai esquecer algumas delas. Minha sugestão? Listas!

Liste tudo o que você precisa fazer e mantenha a ordem de prioridade. Algumas coisas realmente precisam ser feitas de imediato, enquanto outras podem ser planejadas com calma, mas sem correr o risco de caírem no esquecimento.

Quer melhorar suas listas? Classifique-as. Tarefas de rua, tarefas de casa, projetos futuros, urgente… Tenha você um pequeno caderno, uma agenda muito bem aproveitada ou um aplicativo de última geração, quão mais específicas forem suas listas, mais agilidade terá a sua execução e mais tranquilidade terá a sua mente. Aposte nelas.

Dica 3: Tenha metas alcançáveis

Se eu me programar para ir à academia, ao mercado, à lavanderia e ainda levar o carro para lavar, tudo isso antes do almoço de sábado, a probabilidade de que eu fracasse em concluir todos esses objetivos e passe metade do meu dia de descanso estressada, irritada e frustrada é gigantesca.  Que tal fechar com academia e lavanderia, no sábado, mercado no domingo e lavar o carro na segunda-feira? Afinal, ele não está tão sujo assim.

Negocie suas metas, não seja tão exigente e permita-se não ser perfeito.

Talvez a mais importante lição a ser aprendida para tomarmos as rédeas da nossa vida e não sermos arrastados por ela em uma sucessão de obrigações sem sentido seja a proposta de vivermos “de propósito”. A nossa vida é importante demais para que deixemos que ela simplesmente aconteça, sem controle e sem propósito.

Defina suas prioridades, deixe espaço para aproveitar o que você já conquistou e planeje sempre sua próxima conquista, seja ela assistir a aurora boreal ou ter um dia da semana para chegar cedo em casa e cozinhar uma refeição completa junto com a família.

Não importa o tamanho do desafio que você se proponha, o que importa é o que ele vale para você e o que você está disposto a abrir mão por ele. Sim, abrir mão, porque essa é a grande verdade que nos esforçamos para esquecer nesse século: não podemos fazer tudo ao mesmo tempo.

Mulher, agitada, "quase" perfeccionista, dona de um estilo eclético e interesse nas mais diversas áreas. Depois que eu me espalho, só a organização me junta!

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