Introduzir alguns hábitos de organização de estudo na vida dos pequenos, desde bem cedo, pode ser determinante para facilitar a rotina deles. Em poucos passos, você estará criando uma base para a facilitação do aprendizado, que seguirá com eles por toda a vida. Não acredita? Vem comigo que eu convenço você.

Primeiramente, começaremos com estatísticas históricas. Em termos de exemplos de mentes afiadas, na história recente, os orientais estão sempre presentes, certo? A explicação para isso está em três pilares da cultura oriental: disciplina, disciplina e disciplina. Não necessariamente nessa ordem.

Reservadas as diferenças culturais que nos separam, podemos perfeitamente assimilar em algum grau esses exemplos.  Ao introduzi-los em práticas diárias, podemos trazer grandes avanços nos hábitos de estudo dos nossos filhos e até nos nossos próprios!

Passo 1: Criar hábitos

 

Desenvolver hábitos corretos é a base para qualquer mudança de comportamento que pretendamos alcançar. E não adianta me dizer que você não cria hábitos novos porque não sabe o que eles comem, pois eu vou te dizer agora mesmo do que eles se alimentam: repetição.

As mentes infantis, em especial, têm uma fantástica inclinação para a repetição. Quem nunca ouviu um excitado “De novo!!” de uma criança nunca conviveu com uma por tempo suficiente. É exatamente essa inclinação que devemos aproveitar para criar rotinas de estudo, pois o mero fator da repetição já trará a essa criança uma sensação que mistura a segurança e o lúdico.

 

Passo 2: Bons horários

Esses hábitos, sobre os quais falamos anteriormente, não serão criados se os horários forem variados e a duração irregular. Repetição, lembra?

Essa é uma das áreas onde as diferenças culturais ficam bem visíveis. Se uma criança japonesa teria um espaço de cinco horas reservado para os estudos, uma criança brasileira, naturalmente agitada e criada sem uma rotina muito rígida, não teria concentração para tanto. No entanto, nada impede que essa definição de horários comece com uma hora e vá aumentando gradualmente, conforme a idade e a capacidade de concentração vão evoluindo.

A concepção de “bons horários” não abrange apenas o tempo dedicado aos estudos. O conceito geral de disciplina, em nosso cérebro, prefere que exista um horário definido para cada atividade marcante do nosso dia. Assim, deve-se definir um horário para cada refeição, para o banho, para dormir, para assistir TV, para brincar e para as tarefas domésticas (claro!).

Por mais estranho que possa parecer, a predeterminação de horários para todas essas tarefas paralelas impacta diretamente na formação daquela mente disciplinada, tão necessária para alcançarmos nosso melhor aproveitamento nos estudos.

 

Passo 3: Ambiente ideal para o estudo

 O chão não é a opção ideal para o estudo

Tão importante quanto o desenvolvimento dos hábitos corretos e a definição de horários apropriados, é o ambiente que escolhemos para eles se concentrarem nas tarefas da escola. Fatores como conforto, luminosidade e circulação de ar são igualmente relevantes para favorecer a dedicação integral aos assuntos em questão.

Não é muito difícil de imaginar a importância do ambiente para a concentração. Experimente fazer um cálculo de matemática simples, sob um sol de quarenta graus ou equilibrado em um pé só. Vamos combinar que a realização desse cálculo passa a ter grau de dificuldade III. Concorda?

A postura adequada também influi diretamente no aproveitamento. Para os bebês, o melhor ambiente de aprendizado é o chão, mas quando crescem e dominam a postura sentada, essa não é a melhor opção. Dever de casa feito deitado sobre a cama, sentado no tapete ou a uma mesa que bate no queixo dispersam completamente a concentração.

O melhor aproveitamento de ensino ocorre quando as crianças estão sentadas em uma cadeira que permita a posição naturalmente alinhada do corpo e com uma mesa com altura adequada à idade delas. Deixe o chão, o tapete, a grama e qualquer outra opção para quando eles estiverem aprendendo com a vida e com as brincadeiras. O momento de aprendizado formal pede uma mesa. Isso vai treinando para o futuro.

 

Passo 4: Dê a eles autonomia

Confie. Eles conseguem!

Obviamente, todo o início desse processo de “adestramento” para os estudos deve partir de um adulto. Não é da natureza infantil, nos estágios iniciais, buscar silêncio e concentração. Na verdade, quando crianças, estamos muito mais próximos de querermos nos balançar em galhos e provar a teoria de Darwin. Algo que também precisa ter seu espaço, apenas em um horário diferente.

Crianças se adaptam impressionantemente rápido a novas rotinas. Como nos provou a Luiza, nossa parceira aqui do Organizadoras, com o vídeo da Ana Rosa, a sua filhota linda. Em pouco tempo, essas sessões de aprendizado, com seus horários, locais e agendas definidas, se tornam quase uma segunda natureza para elas. É nesse momento que devemos pular para o assento do copiloto e apenas orientar quando for necessário.

Dê a eles autonomia para conduzirem seu próprio aprendizado. Desde a mais tenra idade, eles se mostrarão muito mais orgulhosos de suas conquistas se sentirem que alcançaram este patamar “sozinhos”. Confie neles e eles também confiarão em si mesmos.

 

Passo 5: Incentive

Apoio e incentivo ao estudo são necessários sempre

Esse último passo deve durar a vida toda. Seja no pré-primário, no ensino médio, na faculdade ou no doutorado, toda pessoa terá seus melhores resultados se receber incentivo e reforço positivo de seus pais ou adultos que tenham feito parte dessa rede familiar.

Bater palmas nos bons resultados é fácil, mas mesmo durante os tropeços, mantenha o incentivo. Uma nota muuuuito baixa? “Puxa, que chato, hein, filho! Não fique chateado, na próxima você dá a volta por cima. O que você está planejando fazer para melhorar? Se precisar de ajuda, é só me falar, ok?”

Mostre que você estará por perto quando ele precisar, mas que tem confiança e admiração pela capacidade dele de se responsabilizar pelo próprio progresso. É essa atitude que traz gratificação, não apenas na forma de bom aproveitamento escolar, mas, acima de tudo, da construção de um adulto que assume as rédeas do seu próprio estudo e crescimento.

Acho que é esse o futuro que os pais desejam para os filhos, não é mesmo?

Mulher, agitada, "quase" perfeccionista, dona de um estilo eclético e interesse nas mais diversas áreas. Depois que eu me espalho, só a organização me junta!

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