Se livre do que não faz mais parte de você

Todo ano que se inicia merece começar sem as energias antigas que já não nos servem mais. Sejam roupas, papéis, hábitos ou conceitos, se não fazem mais parte de quem somos, devem ser descartados para abrir espaço para o novo.

Não acredito que exista momento mais propício a uma grande triagem de vida do que os começos de ciclos. Pode ser antes do início de uma estação, antes de uma mudança de endereço, antes de uma mudança de emprego e, mais do que certamente, antes de iniciarmos um novo ano.

Já sabemos que quem teve a ideia de dividir o tempo em frações regulares teve uma grande sacada. A humanidade faz bom uso dessa recarga de energia que marca a transição entre o fim de uma etapa e o início de outra. Não apenas as energias são recarregadas, mas também as esperanças e a determinação.

Com isso em mente, que tal arregaçarmos as mangas e prepararmos uma casa (escritório, loja, vida…!) mais parecida com o nosso eu atual ou até mesmo o nosso eu desejado, aquele que queremos ser? Quer saber como? Vem comigo que eu mostro o caminho!

 

Primeiro passo: encare de frente todos os seus pertences

Tempos modernos

Sejamos honestos, se essa triagem começar com um: “Sei tudo o que tem nessa gaveta. Nem preciso olhar. Tudo fica.”, o progresso vai ser mínimo. É claro que você sabe o que tem naquela gaveta, afinal a gaveta é sua. O que você precisa descobrir é se ainda quer que aqueles pertences façam parte do seu eu futuro ou se deve deixar que eles façam parte apenas das lembranças do seu passado e comecem a fazer história com outras pessoas.

O momento dessa seleção é muito importante. É crucial que nessa hora tenhamos em mente, com bastante clareza, a imagem do que queremos no nosso futuro. Essa imagem é que nos dará a coragem necessária para abrir mão do passado. Tico o seu cora

Se aquela peça foi importante na sua vida, as lembranças estarão gravadas na sua mente. Não é necessário manter um original que não tem mais a função ou a formosura que já teve um dia.

 

Segundo passo: Tenha coragem para abrir espaço para o novo

Deixe espaço para o novo!

A sabedoria zen nos ensina que não se consegue colocar mais chá em uma xícara já cheia. É preciso esvaziá-la para adquirirmos um novo conteúdo.

Por mais que a sociedade consumista atual tente diariamente encontrar uma falha nesse argumento, ninguém conseguiu ainda refutar Newton e a física, quando eles nos dizem que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Portanto, você precisa de espaço para crescer em uma direção diferente.

A escolha de se desfazer de coisas e abrir espaços demonstra o seu grau de compromisso com aquele novo eu que você decidiu construir. A coragem necessária para conseguir isso nasce do desejo de se alcançar um novo patamar. Se o desejo já existe, a mudança já ocorreu lá dentro de você. Ela só precisa se materializar no ambiente que você ocupa para se tornar completa.

Acredite, vale muito a pena.

 

Terceiro passo: simplifique, podemos viver com muito menos

Desapegue

Não estou aqui fazendo apologia ao modo de vida frugal. Longe de mim. Minha cozinha está longe de ter um kit de talheres e uma bacia. Gosto dos meus apetrechos que facilitam a vida e acredito que a ferramenta correta é meio caminho andado.

Ainda assim, fiz um pacto comigo mesma algum tempo atrás e me comprometi a não manter nada que eu não utilizasse.  Por mais fascinação que desperte em mim um invólucro que abraça perfeitamente e conserva meio abacate, eu preciso ter consciência de que sempre uso o abacate inteiro e nunca tive chances de utilizar o dito cujo.

Essa máxima se aplica desde roupas que queremos usar um dia, mas sabemos que nunca teremos ocasião para tal, até aplicativos mirabolantes que nunca encontramos a oportunidade certa para usá-lo.

A regra deve ser simples e imparcial: se você não usa, passe adiante para alguém que possivelmente o usará diariamente e deixe sua xícara vazia para receber um novo e saboroso chá.

Doe, alguém certamente precisa.

Uma vida mais leve é infinitamente mais fácil de se carregar. Carregar pouco peso, por sua vez, nos dá mais mobilidade, nos permite ousar por caminhos que talvez não escolhêssemos trilhar com tanto peso nas costas.

Mais do que uma questão física, essa leveza é filosófica. Saber que não estamos atrelados a posses desnecessárias nos acena com liberdade suficiente para decisões mais ousadas.

 

A sabedoria zen nos ensina que não se consegue colocar mais chá em uma xícara já cheia. É preciso esvaziá-la para adquirirmos um novo conteúdo.

 

Refaço aqui o meu convite para que você aproveite os poucos dias que nos restam para o final desse ciclo (e vamos combinar que foi um ciclo bem confuso e difícil esse 2017) e deixe para trás tudo o que não faz parte do seu novo ciclo.

Lembre que não somente objetos, roupas e papéis fazem parte dessa lista. Sentimentos desnecessários, preconceitos perfeitamente dispensáveis e ações vazias podem e devem fazer parte do pacote.

Tenha confiança em você. Comece a reorganização pelos seus espaços físicos e se dê liberdade para construir um eu melhor.

Dou o maior apoio!

Mulher, agitada, "quase" perfeccionista, dona de um estilo eclético e interesse nas mais diversas áreas. Depois que eu me espalho, só a organização me junta!

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