Hoje não vamos falar de bagunça!

Sabe quando um estigma acompanha a sua profissão? Quando vivem falando que advogados não são confiáveis ou que engenheiros espaciais são gênios… Está bem, eles são mesmo. OK, exemplo errado. Vamos começar de novo. Do princípio, onde costuma ser melhor.

Tenho me sentido meio claustrofóbica ao ver a minha amada profissão de Organizadora Profissional ser associada exclusivamente à bagunça. Concordo que os ambientes bagunçados, especialmente, precisam do nosso TOC, digo, toque. Isso não quer dizer que o nosso trabalho se limite a esses espaços. Essa é apenas a ponta do iceberg.

Muita desorganização e falta de funcionalidade podem estar escondidos em armários e ambientes perfeitamente arrumados.

A completa desorganização externa, vulgarmente conhecida por bagunça, é a representação final de uma “desorganizaçãozinha-baby” que foi gerada em algum momento e a quem foi dada toda a liberdade para crescer e se desenvolver até se transformar naquela “Desorganizaçãozila” que espalha objetos pelos corredores, sapatos pela sala e louças pelos móveis. Além, é claro, de devorar documentos importantes, tempo precioso e produtividade.

Se os locais de armazenamento não ajudarem no fluxo de trabalho, a organização não estará presente, mesmo em um lindo ambiente.

Vou me permitir uma licença poética para fazer um comparativo histórico. Vou comparar os dentes americanos com os dentes franceses. Não, eu não enlouqueci. Espera. Essa é uma declaração perigosa. Digamos, que eu não enlouqueci ao ponto que você está imaginando. Melhor assim.

Uma fábula cultural

Em uma generalização grosseira, os dentes dos americanos costumam ser perfeitos, alinhados e tratados, enquanto que aos dentes franceses são garantidos os direitos de crescerem para onde bem decidirem, sem um acompanhamento mais próximo, para direcionamento e bons hábitos. Toda essa comparação histórica se resume a evidenciar um único ponto comum: a cultura.

A cultura francesa, nesse aspecto, se assemelha à brasileira no que se refere à organização. Nós não acreditamos muito em medidas preventivas. Só tomamos a decisão de agir quando a ausência de organização já se tornou um problema patológico ou bem próximo disso. Aí, sim, cogitamos recorrer à ajuda de um profissional.

Na contramão dessa filosofia de “apagar incêndios”, está a cultura americana no que se refere aos dentes e, torço muito(!), o caminho cultural que o brasileiro estará seguindo daqui a alguns anos: a construção planejada. Esse é o entendimento de que algo já deve começar de forma lógica, organizada e produtiva, para evitar perdas. Perda de tempo, perda de produtividade e, em última instância perda de dinheiro.

Acha que é exagero? Acha que desorganização não custa caro? Jogue a primeira moeda quem nunca comprou algum produto para casa que já tinha, mas não foi capaz de localizar na hora da necessidade. Pois é. Não vejo muitas moedinhas tilintando por aqui. Se você contabilizar alimentos que perdem a validade escondidos na despensa ou pagamentos feitos em atraso porque os boletos recebidos desenvolvem o péssimo hábito de fugir para as montanhas quando não se está olhando, você irá concordar comigo.

Então – você me perguntaria – em que momento a organização deve entrar na vida de uma pessoa? Desde que ela nasce – eu diria. (Estou vendo daqui a sua boca aberta…)

Uma pequena saga

Relaxe a mente e me acompanhe em uma viagem hipotética, por um instante. Digamos que esse suposto recém-nascido da frase anterior tenha tido pais que, ao se mudarem para o primeiro apartamento da família, tiveram o cuidado de montar um lar organizado. Um lar onde objetos e móveis foram distribuídos e escolhidos sob um critério de utilização, facilitando o uso, o acesso e otimizando o tempo de busca, não atendendo somente a critérios estéticos.

Digamos que esse bebê tenha tido um quarto preparado para ele, pensado para resguardar a sua própria segurança e, ao mesmo tempo, garantir seu acesso aos estímulos necessários para cada faixa etária. Digamos que essa criança tenha se familiarizado desde cedo a prateleiras acessíveis, para que ele pudesse retirar e devolver os brinquedos. Mais adiante, ele teve um local reservado para estudo e para acondicionar o material escolar, assim como seus pertences pessoais… Acho que não preciso dar sequência à essa saga. Vocês são espertos. Já entenderam onde eu quero chegar.

Esse futuro adulto, que conviveu com a organização desde sempre, certamente será menos propenso à desarrumação, inclusive em seu local de trabalho. Acredite, quando existe um lugar definido para cada coisa ao seu redor, é muito difícil fazer bagunça. Mesmo quando acontece, arrumar tudo de volta aos seus lugares é uma brincadeira de criança.

Antes: Apesar de alguns objetos fora do lugar, já havia um critério de distribuição e armazenamento.
Depois: Apenas quando o critério de armazenamento e a setorização atendem ao cliente é que a organização traz produtividade.

Mundo ideal

Esse é o mundo e a cultura que eu prego. Preparar os lares, os escritórios, as lojas, os ateliês, os cardápios, as mudanças de endereço, as reformas, as viagens, os carros, as geladeiras… o mundo ao nosso redor sobre uma base planejada com critérios inteligentes, que levam em conta os hábitos, os gostos e até as manias dos seres vivos que vão habitar aquele espaço não é algo incompreensível dentro da cultura certa.

Tratar desse desequilíbrio depois que a desorganização já se instalou também faz parte do escopo da nossa profissão, claro, mas não é o limite. Por isso, não deixe de considerar a chamada de um organizador profissional para o seu ambiente arrumado. Garanto que ele vai se sair ainda melhor quando estiver ORGANIZADO. #prontofalei

Sei que, nesse momento, você está imaginando que eu talvez resida em Nárnia. Nada disso. Eu sou carioca e se você precisar do meu dedo organizador aí no Rio, é só fazer um contato comigo aqui no Organizadoras ou lá no Vida Fácil. Até a próxima!

Mulher, agitada, "quase" perfeccionista, dona de um estilo eclético e interesse nas mais diversas áreas. Depois que eu me espalho, só a organização me junta!

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