Fazer uma boa limpa no armário e se “livrar” das peças antigas é uma tarefa muito difícil e complexa. Sempre achamos que poderemos um dia precisar daquela blusa, ou que aquele casaco foi muito caro para ser repassado – ou, simplesmente, queremos guardar de recordação e pronto, nunca mais mexemos.

Acabamos desenvolvendo um carinho especial por certas roupas e, às vezes, nem sabemos explicar o porquê. Da mesma forma, algumas peças remetem a uma experiência ruim e, sem nos darmos conta desta lembrança negativa, mantemos no armário sem nunca usar.

A pergunta correta que devemos fazer quando está realizando o descarte de roupas não é “eu gosto desta peça?”, e sim “eu uso esta peça?”.  

Roupa é funcionalidade, serve para vestir, não para gostar. Precisar de um um motivo para manter uma peça é um indício de que ela não tem necessidade de estar lá.

 

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E nós, como lidamos com os nossos descartes de roupas?

Precisamos pensar em um ciclo de vida útil para as roupas. Não temos como fugir desse pensamento quando queremos a revitalização do ambiente. O que fazer com o que já foi usado demais? Com o que já vestiu um corpo que não tem mais as mesmas medidas, ou com o que está estagnado sem uso há anos só ocupando espaço no armário?

O que fazemos com as peças que atravancam o guarda-roupa está relacionado com o momento que vivemos. É importante exercitar a habilidade de gerenciar o desperdício, para minimizar a necessidade de descartes futuros.

Quem tem filhos pode reavaliar o que usou na gravidez e repassar para outras gestantes e outras crianças; quem trabalha com muitas outras mulheres pode organizar uma venda no escritório, dá pra chamar a família em casa e distribuir as coisas legais que ja não usamos mais, é possível organizar uma tarde de trocas entre as amigas. Quem nao tem sapatos, bolsas, casacos que estão encostados há tempos?!

Existem brechós que recebem peças consignadas ou que já pagam na hora e instituições que buscam doações em casa e encaminham para trabalhos de caridade.

E se uma roupa não tem condição de ser vendida, repassada ou doada, então tentamos os reusos para fazer a vida útil do material durar (como pano de limpeza, por exemplo) – Acredita você que, no Brasil não tem reciclagem industrial de tecido, sabia?

Além da questão ecológica existe também outro fator importante a ser levado em consideração….Você nunca sabe quem vai consumir o seu lixo, e o que é lixo para você pode não ser para os outros.

Vamos aos fatos.

Ao descartar remédios, você deve se lembrar de não deixar os comprimidos na embalagem, nem o líquido no vidro. Ou seja, quando descartar comprimidos fora da validade, abra um por um, quebre-os ou esfarele-os e jogue-os no lixo fora da embalagem. No caso de líquidos, como os de xaropes, colírios, e remédios de pingar, esvazie o vidro e descarte-o vazio.

É comprovado que o impacto que os resíduos de medicamentos causam ao meio ambiente é um grave problema.

Ao descartar os medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário, você estará contribuindo, mesmo sem saber, com um grave problema de saúde pública.

No caso de comidas, retire-as da embalagem, nunca descarte uma embalagem fechada. Alguém pode abrir e comer, causando várias doenças.

Tudo isso pode parecer um pouco de exagero mas, diariamente, 20% de todos os alimentos produzidos no mundo acabam indo para o lixo. Só no Brasil são 39 milhões de quilos desperdiçados diariamente.

Mas, aí vêm as roupas íntimas. Todo final de ano, muita gente costuma arrumar os armários, tirar peças de roupas que não usa mais, e também algumas calcinhas e sutiãs. Mas, ninguém dá calcinha, nem sutiã, certo?. Como se joga fora então? No lixo… Bom, aqui vai mais uma dica, corte as calcinhas no fundo e os sutiãs pelo meio, ao invés de nas alças. As alças são facilmente costuráveis. Se você cortá-los bem, ninguém poderá usá-los. Doenças podem ser transmitidas por estas peças, então é melhor não deixá-las intactas.

Enfim, é em cada ato que nos mostramos responsáveis com o próximo e com o mundo em que vivemos.

Seja um cidadão consciente!! Que mundo você quer deixar para o próximo?

Mulher, mãe, esposa, organizadora por natureza, personal organizer por escolha e amante da vida. Alegre, divertida, perfeccionista, brava, mãezona... Qualidades e defeitos, vida profissional, vida pessoal.... Assim sou eu....

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